E-commerce – Como organizar a área financeira

E-commerce – Como organizar a área financeira

É relativamente simples começar um negócio online. Existem ferramentas que facilitam a montagem de vitrines virtuais, a divulgação pode ser feita até em redes sociais e, quando menos se espera, o e-commerce pode começar a crescer. No entanto, você sabia que assim como nos empreendimentos offline, eles também precisam de uma área financeira organizada para prosperarem? Sim, o controle eficiente e diário de entradas e saídas, assim como das taxas de rentabilidade é essencial para quem busca alcançar e manter o sucesso. A boa notícia é que, com o mercado financeiro em evolução e as novas soluções digitais que as fintechs lançam todos os dias, é cada vez mais fácil organizar as finanças no e-commerce. Um gestor, muitas funções… A maioria dos e-commerces começam pequenos e vão se desenvolvendo de uma forma orgânica. Normalmente, contam com apenas uma pessoa cuidando de tudo: tecnologia, fornecedores, atendimento aos clientes, logística e, claro, o controle financeiro. Com esse acúmulo de funções, alguns detalhes de administração financeira podem passar despercebidos, principalmente para quem não tem experiência na área. Mas, uma vez organizado, o controle financeiro do e-commerce fica muito mais fácil de ser acompanhado e corrigido para alcançar os objetivos de negócios, rentabilizando seu e-commerce. Essa organização pode até ser simples. A verdade é que um bom planejamento financeiro deve ser entendido por quem vai usá-lo no dia a dia, pois o gestor precisa acompanhar constantemente os resultados. Assim, é possível saber o que corrigir rapidamente para voltar a lucrar.   Dicas básicas para o controle financeiro do seu e-commerce Nenhum empreendedor quer perder dinheiro e ver seu negócio falir. Em vez de...
SIMPLES NACIONAL E GNRE

SIMPLES NACIONAL E GNRE

  A GNRE é a Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais, é uma obrigação acessória para efetuar o recolhimento nas operações de vendas que forem realizadas entre diferentes estados. É importante citar que seu recolhimento tem relação direta com o ICMS – Imposto sobre circulação de mercadoria e a ST – Substituição Tributária. Ela é utilizada para recolhimento do imposto retido pelo contribuinte substituto nos casos em que houver um acordo celebrado entre os estados envolvidos.     Qual a diferença entre a Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE) e Guia de Arrecadação Estadual (GARE ICMS)?   Conforme o Convênio Sinief nº 6/1989, art. 88, o objetivo da GNRE é o recolhimento de tributos devidos ao estado diverso do domicílio do contribuinte responsável pelo pagamento, enquanto a Guia de Arrecadação Estadual (GARE-ICMS) deve ser utilizada para recolhimento dos seguintes débitos relacionados ao ICMS, como por exemplo:   apurado em conformidade com o Regime Periódico de Apuração (RPA); devido em operação sujeita a recolhimento especial; parcelado ou não; devido em operação sujeita à substituição tributária; inscrito ou não inscrito na Dívida Ativa;   Nas operações com mercadorias ou itens sujeitas ao regime de substituição tributária em que haja Protocolo ou Convênio os contribuintes do ICMS de outros estados, poderão requerer a inscrição estadual auxiliar, com o intuito de efetuar o recolhimento do imposto em favor do Estado de destino da mercadoria em uma única data. Veja as diferenças de procedimentos quando existir Protocolo na operação:   Operações sem Protocolo O recolhimento será efetuado pelo remetente através de acordo comercial entre as partes, após o recebimento caberá ao...
DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA PARA TRANSPORTADORA

DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA PARA TRANSPORTADORA

O diferencial de alíquotas é a obrigatoriedade do recolhimento do ICMS relativo à diferença existente entre a alíquota interna praticada no estado de destino e a alíquota interestadual nas operações e prestações. A Constituição Federal de 1988, art.155, inciso II, o ICMS é o “imposto sobre as operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior”. Ou seja, o ICMS é devido sobre toda circulação de mercadorias e prestação de transportes interestadual e intermunicipal e serviços de comunicações. Podemos resumir que o Difal é o resultado a pagar, gerado pela diferença entre as alíquotas interna e interestadual do ICMS, cobradas nas vendas interestaduais de bens ou serviços destinados ao consumidor final (contribuinte ou não do ICMS).   O Diferencial de alíquota (Difal)   O primeiro passo é entender quando o fato gerador do ICMS, será exigido o recolhimento do diferencial de alíquotas para contribuintes, podemos separar em dois passos: Na entrada, no estabelecimento de contribuinte, seja do regime normal ou do Simples Nacional, de mercadoria oriunda de outra Unidade da Federação, destinada a consumo ou ao Ativo Imobilizado; E na utilização, por contribuinte localizado neste Estado, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outra Unidade da Federação com destino ao Estado de São Paulo e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente alcançada pela incidência do imposto.   Nesse sentido considera-se vinculada a operação ou prestação subsequente alcançada pela incidência do imposto a prestação de serviço de transporte contratada, assim pelo remetente das mercadorias transportadas, no...
[DIFAL] DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA PARA O E-COMMERCE

[DIFAL] DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA PARA O E-COMMERCE

A empresa com regime periódico de apuração, isto é, no sistema de débito e crédito, deve recolher o diferencial de alíquotas sempre que adquirir mercadorias de outros Estados que forem destinadas ao seu Ativo Imobilizado ou ao seu uso e consumo, nos casos em que a alíquota interna do produto for superior à interestadual. Mas como funciona o DIFAL quando se trata do mercado de e-commerce. O DIFAL é a sigla para diferencial de alíquotas do ICMS, ele é um cálculo usado para operações interestaduais para consumidor contribuinte final e não contribuinte de ICMS. Nesse artigo iremos entender sobre a cobrança do diferencial e como funciona nas empresas que são do e-commerce.   O QUE É O DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA?   Tem exclusivamente o objetivo em equiparar a carga tributária na aquisição de mercadorias e bens vindas de outros estados a unidade de destino. Concluo que só haverá o recolhimento se a alíquota interna do item for superior a alíquota interestadual da operação, conforme instituído na Lei Complementar nº 87/1996 (Lei Kandir), que dispõe sobre o ICMS a nível nacional. O seu fato gerador é a entrada da mercadoria ou bem ao estabelecimento do adquirente da mercadoria, classificado para uso e consumo ou ativo imobilizado, esse tratamento refere-se aos contribuintes do ICMS. Nas entradas de mercadorias destinadas ao uso e consumo adquiridos em operações interestaduais, sendo o destinatário optante do regime periódico de apuração e a alíquota interna do produto superior à alíquota interestadual, é devido o diferencial de alíquotas. A responsabilidade do recolhimento no caso de mercadorias de uso e consumo ou do ativo imobilizado vendidas a contribuintes...
DIRF – Passo a Passo de Conferência da DIRF

DIRF – Passo a Passo de Conferência da DIRF

A DIRF (Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte) é uma obrigação acessória anual feita pela fonte pagadora. Sendo ela uma pessoa física ou jurídica, seu objetivo é informar à Secretaria da Receita Federal do Brasil sobre os pagamentos ou os créditos de rendimentos que tenham sofrido retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) ou das contribuições sociais retidas (CSLL, PIS e COFINS). Ela é uma obrigação acessória que deve ser elaborada com cuidado visto que ela é a base da entrega da Declaração de Imposto de Renda do IRPF, que se refere aos valores informados pelas pessoas físicas anualmente à Receita Federal. Neste artigo, tratamos da Dirf relativa ao ano-calendário de 2020 (DIRF 2021), com base na Instrução Normativa RFB nº 1.990/2020 vamos lhe ajudar a entender todas as nuances na elaboração dessa obrigação acessória.   Obrigatoriedade de apresentação   Estão obrigadas a apresentar a Dirf 2021 as seguintes pessoas físicas e jurídicas, que pagaram ou creditaram rendimentos em relação aos quais tenha havido retenção do IRRF, ainda que em um único mês do ano-calendário, por si ou como representantes de terceiros, inclusive: estabelecimentos matrizes de pessoas jurídicas de direito privado domiciliadas no Brasil, inclusive as imunes ou isentas; pessoas jurídicas de direito público, inclusive os fundos públicos de que trata o art. 71 da Lei nº 4.320/1964; filiais, sucursais ou representações de pessoas jurídicas com sede no exterior; empresas individuais; caixas, associações e organizações sindicais de empregados e empregadores; titulares de serviços notariais e de registro; condomínios edilícios; instituições administradoras ou intermediadoras de fundos ou clubes de investimentos; órgãos gestores de mão de obra...
Principais Métricas Ágeis Para Gerenciamento de Projeto

Principais Métricas Ágeis Para Gerenciamento de Projeto

Por Viviane Otaviano Gerente de Projetos da Flux-It   Toda vez que penso em indicadores e métricas, recordo‐me de uma frase de um autor americano especialista em gestão de processos: H. James Harrington, que diz:   “Metrificar é o primeiro passo para o controle e eventualmente para a melhoria. Se você não consegue medir algo, você não consegue entendê-lo. Se você não consegue capturá-lo, você não consegue controlá-lo e se você não consegue controlá-lo, você não consegue melhorá-lo”.   Antes que você pense que estou fazendo qualquer apologia à cultura do comando e controle, gostaria de compartilhar que, para mim, controle é a capacidade que uma equipe tem de manusear e desenvolver ferramentas que promovam um ambiente de autogestão. Desde que eu comecei a trabalhar como Gerente de Projetos, tenho lidado com dois pontos de vista quanto às métricas: 1. No primeiro, as métricas são aplicadas como ferramentas que buscam simplificar a equipe em números, e a única razão para coletá‐las visa exigir respostas das pessoas e criar conflitos perigosos. Exemplos deste tipo de métricas são número de testes unitários escritos por desenvolvedor, velocidade individual etc. 2. No segundo, as métricas são utilizadas com o intuito de promover ações de melhoria contínua e, a partir das respectivas visualizações, trazem visibilidade sobre a saúde do processo ao time. Além disso, sua análise promove um ambiente em que os cenários dos prazos de entrega são projetados a partir de uma base consciente (interpretação) e consistente (histórico real da equipe). Dado que estamos em um meio onde queremos entregar melhores produtos de software para os clientes e usuários, incluir em nosso repertório...