E-COMMERCE – DESAFIOS COM A TRIBUTAÇÃO FISCAL

E-COMMERCE – DESAFIOS COM A TRIBUTAÇÃO FISCAL

  O setor de e-commerce no Brasil está crescendo significativamente devido à pandemia do COVID-19, que obrigou muitas lojas físicas a fecharem as portas da rua e migrarem para o mundo online, e os que já atuavam nesta esfera, intensificaram suas campanhas promocionais e alavancaram suas vendas. De acordo com a ABCOM (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), o crescimento foi de 47% no mês de abril. Com o aumento do volume de vendas, equipe trabalhando remotamente e algumas mudanças na legislação de tributos, este período de crise pode ser desafiador para uma loja online conseguir equilibrar “todos os pratos” em seu departamento fiscal. A carga tributária brasileira é uma das mais altas do mundo e, consequentemente, as empresas gastam em média  1958 horas por ano com estas burocracias, segundo um estudo do Banco Mundial.   OS PRINCIPAIS TRIBUTOS PARA UM E-COMMERCE Vender online requer atenção e aprendizado sobre como a legislação de tributos impacta direta ou indiretamente desde a operação até o preço final do produto. No Brasil, existem muitas categorias de impostos e diferentes alíquotas para lojas online, mas podemos destacar como principal o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que incide sobre a movimentação de todas as mercadorias e serviços. Como as vendas online possibilitam transações interestaduais que podem ter diferentes cálculos de ICMS, foi implementado desde 2015 o DIFAL ou Diferencial de Alíquota, que é a diferença entre o ICMS cobrado pelo estado do vendedor e do comprador, permitindo a repartição da receita de ICMS entre origem e destino. Entre outros impostos, podemos citar: PIS E COFINS, além do ICMS-ST (Substituição Tributária do ICMS)...
BPO FISCAL- COMO A TERCEIRIZAÇÃO DE PROCESSOS CONTRIBUI PARA AS ÁREAS FISCAL E CONTÁBIL

BPO FISCAL- COMO A TERCEIRIZAÇÃO DE PROCESSOS CONTRIBUI PARA AS ÁREAS FISCAL E CONTÁBIL

  O avanço da tecnologia trouxe para o mercado muitas facilidades, uma delas é desempenhar atividades à distância através de soluções digitais, ou seja, processos que antes eram feitos de forma manual, agora são automatizados e realizados remotamente. Com base nisso, a procura por terceirização de processos ou serviços de BPO para diversas áreas, cresce a cada dia. Mas, como este tipo de serviço pode contribuir com setores tão complexos como FISCAL e CONTÁBIL? BPO (Business Process Outsoursing), especificamente para as áreas Fiscal e Contábil, trata-se da terceirização de processos relacionados às entregas de obrigações acessórias, acompanhamento de calendário fiscal, recebimento de notas fiscais e gestão de impostos. Sabemos que, o grande desafio de um setor fiscal diante da complexidade tributária no Brasil, é seguir todas as obrigações impostas pelo fisco, acompanhando um calendário que pode ser alterado a qualquer momento. Contratar uma grande equipe pode custar caro, e ainda assim não solucionar o problema, acarretando custos com o pagamento de multas e juros. A contratação de um BPO torna-se então, uma solução inteligente, já que, todo o processo operacional será de responsabilidade de uma consultoria especializada e totalmente focada nesta área, permitindo que, sua empresa deixe de gastar tempo com atividades manuais, dando foco em trabalhos estratégicos, como, por exemplo a análise da tomada de crédito. Na medida em que uma empresa especializada cuida de toda a parte burocrática da instituição, acontece a racionalização entre empresa e fisco. As principais obrigações acessórias que podem ser controladas e entregues através do BPO, considerando os âmbitos Federal, Estadual e Municipal são: EFD, ECD, ECF, GIA Estatual, SPED, Portaria CAT42, Portaria...
Principais Métricas Ágeis Para Gerenciamento de Projeto

Principais Métricas Ágeis Para Gerenciamento de Projeto

Por Viviane Otaviano Gerente de Projetos da Flux-It   Toda vez que penso em indicadores e métricas, recordo‐me de uma frase de um autor americano especialista em gestão de processos: H. James Harrington, que diz:   “Metrificar é o primeiro passo para o controle e eventualmente para a melhoria. Se você não consegue medir algo, você não consegue entendê-lo. Se você não consegue capturá-lo, você não consegue controlá-lo e se você não consegue controlá-lo, você não consegue melhorá-lo”.   Antes que você pense que estou fazendo qualquer apologia à cultura do comando e controle, gostaria de compartilhar que, para mim, controle é a capacidade que uma equipe tem de manusear e desenvolver ferramentas que promovam um ambiente de autogestão. Desde que eu comecei a trabalhar como Gerente de Projetos, tenho lidado com dois pontos de vista quanto às métricas: 1. No primeiro, as métricas são aplicadas como ferramentas que buscam simplificar a equipe em números, e a única razão para coletá‐las visa exigir respostas das pessoas e criar conflitos perigosos. Exemplos deste tipo de métricas são número de testes unitários escritos por desenvolvedor, velocidade individual etc. 2. No segundo, as métricas são utilizadas com o intuito de promover ações de melhoria contínua e, a partir das respectivas visualizações, trazem visibilidade sobre a saúde do processo ao time. Além disso, sua análise promove um ambiente em que os cenários dos prazos de entrega são projetados a partir de uma base consciente (interpretação) e consistente (histórico real da equipe). Dado que estamos em um meio onde queremos entregar melhores produtos de software para os clientes e usuários, incluir em nosso repertório...
Portaria CAT 42/2018 – Controle de Saldos

Portaria CAT 42/2018 – Controle de Saldos

  A portaria CAT 42 entrou em vigor recentemente e já vem tirando o sono dos profissionais da área de tributos. A Flux-IT mostrará neste artigo tudo o que você precisa saber sobre a portaria CAT 42/2018 e sua sistemática. Confira Com a entrada em vigor da Portaria CAT 42/2018, que estabelece, a partir de 1º de Maio/2018, nova disciplina para o ressarcimento e o complemento de imposto retido por sujeição passiva por substituição ou de pagamento antecipado, todo novo ressarcimento, deverá ser apurado de acordo com a nova sistemática, e passa a depender do visto eletrônico, que comprova a transmissão do arquivo, sua validação e posterior acolhimento. Mesmo as empresas sabendo que o fisco está considerando um período de transição a transcorrer entre 01/05/2018 e 31/12/2018, alguns contribuintes já questionam o quanto a nova sistemática será benéfica e o que de fato ela trará de benefícios para todos. Mas antes de abordamos a sistemática da nova CAT para a prestação de informações relativas à apuração do ressarcimento do ST e a formatação de seu arquivo digital, vamos primeiro exemplificar como se chega ao valor base de cálculo da retenção que deve ser considerado para se aplicar o cálculo e chegar ao valor total do imposto suportado pelo contribuinte substituído. O ICMS suportado pelo contribuinte substituído, abrangendo o incidente na operação própria do substituto e o retido, ou o cobrado na operação interestadual anterior e o pago por antecipação pelo destinatário paulista, é a soma dessas duas parcelas, ou seja, a soma do cobrado na operação própria do substituto com o retido por substituição tributária, ou a soma do...
Você já conhece RPA Fiscal?

Você já conhece RPA Fiscal?

RPA (Robotic Process Automation) é um termo que vem ganhando cada vez mais fama nos últimos anos. Segundo a Gartner esse é o tema mais importante para os próximos 5 anos, pois a automação mudará a proposta de valor em todas as organizações. RPA nada mais é do que a Robotização de Processos, simplificando um pouco os termos para o português. Consiste basicamente deixar que robôs e máquinas executem as tarefas e processos repetitivos executados por humanos. Mas afinal o que é o RPA Fiscal? RPA Fiscal é a adaptação dessa automação robótica, ou robotização exclusivamente para o departamento fiscal, onde processos e tarefas do dia a dia do departamento são identificadas, mapeadas e então coloca-se um robô para a execução delas. Você já consegue identificar todos as tarefas que o departamento fiscal da sua empresa executa exaustivamente e repetidamente? Como tarefas repetitivas de um departamento fiscal e que são passíveis de robotização/automação podemos identificar: Entrada e emissão de notas fiscais; Cadastramento e validação de fornecedores; Validação de obrigações acessórias junto ao governo; Emissão e pagamento automático de tributos; Conciliação e reconciliação fiscal e tributária; Monitoramento de NFs emitidas contra seu CNPJ (Manifesto do Destinatário); Toda e qualquer outra tarefa repetitiva realizada por seu departamento. Se interessou e quer aprender mais sobre RPA Fiscal? Pensando nesse novo conceito e como a automação de processos pode beneficiar o departamento fiscal a Dootax criou um eBook, que traz em detalhes o assunto que acabamos de descrever. No eBook é possível conferir: Transformação Digital: as novas tendências do mundo empresarial; O que é RPA; Utilização do RPA; Níveis de automação das empresas;...